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Estudo sobre Alopecia Androgênica

Publicado a 25/03/2012, 12:09 por Ana Sofia
Uma nova investigação publicada em Março de 2012 concluiu que a PGD2 - Prostaglandina D2 é uma das grandes responsáveis pela alopecia androgênica.

Analise das causas da alopecia androgenita

A Alopecia Androgênica é uma das causas mais comuns da queda e rarefacção capilar nos humanos, e atinge mais de 80% dos homens na ultima fase da vida.

A investigação efetuada por cientistas da Universidade de Medicina de Filadélfia, da Escola de Medicina da Universidade John Hopkins, Universidade da Pensilvânia e do Texas nos Estados Unidos mostrou que a síntese da prostaglandina D2 (PTGDS) era muito mais elevada nos calvos que que nos cabeludos.
O estudo foi efetuado em ratinhos que desenvolveram calvície, diminuição das raízes dos cabelos e o aumento das glândulas sebáceas.
A PGD2 que gera uma quantidade anormal de uma proteína no couro cabeludo inibe o crescimento dos fios tanto em homens como mulheres.
A PGD2 deriva do ácido araquidónico que está associado a um efeito inflamatório, o seu controlo de forma a evitar a transformação em vários derivados pode prevenir e atenuar uma série de patologias como o glaucoma, disfunção eréctil, artrite reumatóide, hipertensão arterial, pulmonar e ocula, asma.
A prevalência de alguns dos sintomas acima indicados em conjunto com queda de cabelo poderá indicar altos níveis de ácido araquidónico e sua síntese.

Alguns medicamentos anti-inflamatórios podem ajudar, no entanto deverá ser sempre acompanhado por um médico de forma a evitar sintomas secundários. Os anti-inflamatórios não esteróides mais comuns são:
  • ácido acetilssalicílico cujo nome comercial mais conhecido é a aspirina; 
  • Ibuprofeno;
  • Naproxeno;
  • Flurbiprofeno;
  • Diclofenac;
  • Indometacina;
  • Piroxicam.
Com menos efeitos secundários mas de resultados menos imediatos a curto prazo poderá optar por um estilo de vida menos sedentário, uma alimentação saudável e chá Preto.
Uma nutrição equilibrada e natural cria um efeito anti-inflamatório pela via da redução do ácido araquidónico, como tal deve diminuir o consumo de carnes vermelhas, leite e produtos láteos como a manteiga e natas, óleos vegetais refinados, bebidas açucaradas, farinhas e pastas brancas. Em sua substituição opte por peixes gordos, azeite virgem extra, frutas como o abacate, legumes, frutos secos como nozes, amendoas e avelãs.

Os resultados deste estudo poderão produzir um fármaco eficaz no combate à alopecia androgênica, no entanto não deverá estar disponível comercialmente nos próximos anos.

Alopecia Androgenica